quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Caminhos do tempo!

 Viana Visão  

                                    

Essa crônica é a realidade mais concreta da minha vida aos 72 anos. Eu estava sentado em frente ao meu jardim, quando li esta riqueza literária. “Há um silêncio que chega com os anos, e ele não é feito apenas da ausência de ruídos, mas da transição suave entre o que éramos e o que nos tornamos”. Aos 60, você começa a sentir a sutileza do distanciamento. 

A sala que antes pulsava com suas ideias agora parece cheia de vozes que não pedem mais sua opinião. Não é uma rejeição, é o ritmo da vida. É quando aprendemos que nossa contribuição não está no presente imediato, mas nos rastros que deixamos nos corações e mentes ao longo do caminho. 

Aos 65, você percebe que o mundo corporativo, outrora tão vital, é um fluxo incessante. Ele segue indiferente ao que você fez ou deixou de fazer. Não é uma derrota, é a libertação. Esse é o momento de olhar para si mesmo, despir-se do ego e vestir a serenidade. 

Não se trata mais de provar, mas de ensinar, de compartilhar, de ser mentor. A verdadeira realização não é a que se exibe, mas a que inspira. Aos 70, a sociedade parece lhe esquecer, mas será mesmo. Talvez seja apenas um convite para reavaliar o que realmente importa! 

Reflexões

Os jovens não o reconhecerão pelo que você foi, e isso é uma bênção disfarçada: você pode agora ser apenas quem você é. Sem máscaras, sem títulos, apenas a essência. Os velhos amigos, aqueles que não perguntam “quem você era”, mas “como você está”, tornam-se joias preciosas, diamantes que brilham no crepúsculo da vida. 

E então, aos 80 ou 90, é a família que, na sua correria, se afasta um pouco mais. Mas é aí que a sabedoria nos abraça com força. Entendemos que amor não é posse; é liberdade. Seus filhos, seus netos, seguem suas vidas, como você seguiu a sua. A distância física não diminui o afeto, mas ensina que o amor verdadeiro é generoso, não exigente. 

Quando a Terra finalmente chamar por você, não há motivo para medo. É a última dança de um ciclo natural, o encerramento de um capítulo escrito com suor, lágrimas, risos e memórias. Mas o que fica o que realmente nunca será eliminado são as marcas que deixamos nas almas que tocamos. Portanto, enquanto há fôlego, energia, enquanto o coração bate firme, vivo intensamente. 

Abrace os encontros, ria alto, desfrute os prazeres simples e complexos da vida. Cultive suas amizades como quem cuida de um jardim. Porque, no final, o que resta não são as conquistas, nem os títulos, nem os aplausos. O que resta são os laços, os momentos partilhados, a luz que espalhamos. Seja luz, seja presença, e você será eterno. Dedico a todos que entendem que o tempo não apaga, mas apenas transforma! Autor da crônica: José Luiz Ricchetti


sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Sem educação desinformado e alheio à cultura!

Viana Visão 

Qual é o destino de um povo sem educação, desinformado e alheio à cultura? Se a educação formal do nosso país está aquém da qualidade que sempre sonhamos e distante milhões de quilômetros da Finlândia, por exemplo, soma-se a esse problema a realidade de governantes de grandes Estados brasileiros tentando privatizar escolas, reduzindo as contratações de professores efetivos e promovendo um desmonte completo no ensino básico. 

Para não deixar dúvidas da situação difícil que enfrentamos em plena era da tecnologia e informação, assistimos aos políticos do Congresso Nacional cometer o crime da desinformação, disseminando Fake News com objetivos torpes e baixos. Essa desinformação circula nas redes sociais e nos aplicativos de mensagens, atingindo cerca de 100 milhões de brasileiros. 

Os políticos permanecem impunes, alegando que está apenas exercendo o falso direito à liberdade de expressão, o que é notoriamente outra mentira, visto que expressar opinião não significa espalhar mentiras prejudiciais à própria sociedade, que as consome vorazmente. A 6ª edição da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", do Instituto Pró-Livro, revela uma queda significativa no número de leitores no país, com uma perda de quase sete milhões de leitores nos últimos quatro anos. 

Durante esse período, os brasileiros abandonaram o hábito da leitura. Percebam que ao mesmo passo que consomem mentiras nas redes sociais e nos aplicativos de mensagens, os brasileiros deixaram de ler jornais, revistas e, principalmente, livros. Tornaram-se presas fáceis para serem manipulados por políticos inescrupulosos. Ao abdicarem de obter conhecimento nas páginas dos livros, esses brasileiros entregam suas vidas à ignorância perpétua! 

Reflexões

Esse panorama fica ainda pior quando olhamos que o cenário é ainda mais preocupante quando se observa a leitura de livros inteiros: 73% dos brasileiros, 148 milhões, não completaram nenhuma leitura. Essa perda de consumidores de livros é registrada em todas as faixas etárias, classes sociais e níveis de escolaridade, com exceção das crianças de 11 a 13 anos e das pessoas com 70 anos ou mais. 

Antigamente, há alguns anos, os jovens ao menos liam um livro por mês na escola, como parte das tarefas que realizavam. Muitos tomavam gosto pela leitura e eram incentivados por seus pais. Hoje, ao chegarem a casa, esses jovens veem seus pais com os celulares na mão ou na frente da televisão assistindo ao Big Brother Brasil ou qualquer outro lixo na grade da nossa televisão aberta. 

Os pais não incentivam, não compram livros e não mostram aos filhos a importância fundamental da leitura, da busca pelo conhecimento. Não informam sobre as possibilidades das muitas viagens através da escrita, deixando para trás Clarice Lispector, Machado de Assis, Guimarães Rosa, Drummond de Andrade, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Lygia Fagundes Telles, João Cabral de Melo Neto, Mario Quintana, Ariano Suassuna, Darcy Ribeiro e centenas de tantos outros grandes gênios da nossa literatura! Autor: Rafael Moia Filho 


quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Azul suave!

 Viana Visão 

A dispersão é um fenômeno óptico em que a luz é separada em suas diferentes cores, a mais bem refletida é a azul. O nosso céu azul transmite a pureza e a clareza dos nossos bons sentimentos. O azul é associado à paz e tranquilidade, e pode ajudar a amenizar nervosismo e ansiedade. Propaga confiança, e positividade. 

Inspira sentimentos verdadeiros de amizade e lealdade. Eficiência Inteligência e comunicação. E acima de tudo azul pode indicar serenidade. O azul claro provoca a sensação de higiene e frescor, mas também estimula a produtividade e transmite sucesso. O azul escuro é corporativo, mostrando poder e confiança. Uma cor espirituosa que proporciona calma e segurança às pessoas! 

Reflexões

A cor azul possui efeitos calmantes, assim sendo recomendada para atrair proteção, confiança, calma e tranquilidade. Além disso, esta cor está relacionada aos finais de ciclos, colaborando para a redução do estresse e ansiedade.

Para a cromoterapia, o tom é considerado calmante, associado à tranquilidade. Assim, o azul traz uma leve redução na frequência cardíaca, no ritmo respiratório e na pressão sanguínea. Ele ainda inibe a carga de adrenalina e possui efeitos hipnóticos. Eu vivo o azul, azul é a cor mais relaxante. 

Dizem que as pessoas que gostam do azul ou costumam usar no dia a dia tendem a serem mais emotivas, carinhosas, prestativas, doadoras, intuitivas e preocupadas em ajudar os outros, sentindo-se realizadas com isso. Em sua essência, o azul é uma cor que remete ao aconchego, à compreensão, à credibilidade, à verdade e harmonia. Em sua naturalidade, é associada à confiança e ao respeito! Autor: Viana Visão

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Minha realidade!

 Viana Visão

Chegar aos 73 anos é encarar uma realidade onde o tempo deixa de ser medido em velocidade e passa a ser sentido em presença. A maturidade nessa fase traz a clareza de que o maior privilégio não é ser jovem de novo, mas sim possuir a sabedoria acumulada para não desperdiçar o agora com o que não importa. Minha realidade é aceitar as experiências com naturalidade.

Aos 73 anos, descobri que não lamentar por envelhecer é um privilégio que muitos não chegam a conhecer. Vivendo uma fase de estabilidade e serenidade ampla para suportar os desafios do capitalismo selvagem, atrelado à realidade da idade.

Na atualidade acumulei experiência de vida, e isso é um grande recurso para lidar com os desafios que surgem, especialmente em um mundo tão dinâmico e, muitas vezes, impiedoso.

A tolerância aos desafios pode ser cultivada de várias maneiras, quando conseguimos aceitar que não podemos controlar todos os aspectos da vida, mas é possível nos libertar de um fardo emocional desnecessário. Aceite as limitações da idade e do contexto atual, e também celebre as vantagens dos novos conhecimentos.

Reflexões

A sabedoria adquirida ao longo dos anos pode ser sua aliada para contornar obstáculos de maneira mais eficaz. O capitalismo e seus desafios muitas vezes exigem resultados rápidos, mas, à medida que envelhecemos, aprendemos a entender o valor do tempo. Cultivar a paciência é uma atitude poderosa para a ansiedade e a frustração.

Não esqueça que nem tudo precisa ser resolvido imediatamente. A vivência de muitos anos nos coloca em um lugar de sabedoria, o que pode ser muito útil para lidar com as dificuldades, com a família, amigos ou no contexto social e econômico.

À medida que envelhecemos, nossas prioridades vai mudando. Talvez o dinheiro, o sucesso material ou as conquistas de outrora tenham perdido um pouco da prioridade. Se sua vida agora está mais focada na serenidade e na estabilidade, isso pode ser uma excelente forma de se proteger dos efeitos negativos do capitalismo. Avalie o que realmente importa para você e organize sua vida de acordo com esses valores.

Estou adotando com naturalidade o minimalismo um estilo de vida que valoriza a simplicidade, a qualidade e a consciência ambiental. Ele se caracteriza por ter menos coisas, atividades e gastos, e por dar mais importância às experiências. As dificuldades podem ser mais difíceis de lidar quando nossa saúde está comprometida.

Praticar atividades que promovam o bem-estar físico e mental como caminhadas, meditação, ou simplesmente um hobby que traga prazer. A tolerância vem da capacidade de integrar os altos e baixos da vida com uma visão de aceitação e, principalmente, de autocuidado.

O ideal é valorizar o que é essencial para o seu conforto, seja no ambiente, nas relações ou nas atividades diárias, criando espaço para uma vida mais leve, equilibrada e significante. Setenta e três anos de vida, com a certeza de que a melhor fase é o presente, e que a experiência ensina a ser mais seletivo e sábio! Autor: Viana Visão


domingo, 19 de janeiro de 2025

Mistura nefasta!

Viana Visão

Na atualidade poucas religiões exercem um papel sagrado de servir com honestidade e franqueza moral. É obrigação religiosa identificar as necessidades de quem é parte da congregação, e praticar caridade amor e compaixão. 

Ensinamentos e valores honestos deveriam fazer parte da rotina, assim como ouvir e entender as necessidades dos seguidores. Além de exercer seu papel dentro da comunidade, o líder precisa agir como tal em todos os momentos da vida, pois dele é a missão dos ensinamentos e tem o dever de unir ensinar com respeito e honestidade. 

As lideranças sentem dificuldade em ver seu trabalho crescer por não conseguirem conhecer seus liderados profundamente para poder ajudá-los da melhor maneira possível. Um dos caminhos que trazem mais resultados é a própria tecnologia que muitos usam mal, a religiosidade vive uma falta de respeito e credibilidade sem precedentes. 

É lamentável as comunidades não fazerem a diferença, na vida de quem considera a sua comunidade uma família. O poder do jogo financeiro e os desvios envenenou a união honesta. Religião e política sempre é uma mistura nefasta! 

Reflexões

A perda de credibilidade das religiões pode ser atribuída a vários fatores, e eles podem variar de acordo com o contexto cultural e histórico de diferentes regiões. O progresso nas áreas de ciência e tecnologia tem levado muitas pessoas a buscar explicações racionais para fenômenos que antes eram atribuídos a forças sobrenaturais. 

Muitos escândalos envolvendo figuras religiosas, como casos de abuso de poder, manipulação financeira ou sexual, têm gerado desconfiança nas instituições religiosas. Tais eventos muitas vezes são vistos como contradições, de moralidade e ética pregadas por essas instituições. O envolvimento das religiões em questões políticas e sociais, muitas vezes associando-se a movimentos conservadores ou autoritários, pode levar a uma percepção negativa de sua imparcialidade e relevância no mundo moderno. 

Em muitas partes do mundo, especialmente no Ocidente. Há um movimento crescente onde as pessoas se identificam menos com a religião. Em vez disso, elas adotam a espiritualidade. O acesso fácil à informação e o contato com uma variedade de crenças e práticas religiosas podem fazer com que as pessoas questionem as verdades absolutas de uma religião específica. A ideia de que uma única religião detém a "verdade" universal, está completamente enfraquecida. 

Os fatores não significam que a religião esteja completamente em declínio, mas indicam uma mudança intensa nas formas como as pessoas se relacionam com a fé e as instituições religiosas. A crença religiosa continua a ser uma parte importante da vida de muitas pessoas ao redor do mundo, mas o contexto e as perspectivas está se alterando. A religiosidade no Brasil está em constante transformação, gerando uma atitude social que valoriza a liberdade de crença espiritualista! Autor: Viana Visão