domingo, 18 de janeiro de 2026

O Ritmo da Maturidade!

  Viana Visão

Na terceira idade o ritmo muda, ela é a experiência do saber, ao longo dos tempos. Agora a vida não precisa de pressa para as realizações diárias. Depois de tantos anos cumprindo horários, respondendo a exigências e cumprindo obrigações, chegou o momento de caminhar com mais consciência, e resiliência.

Na terceira idade, o passo mais lento não representa fraqueza, mas escolha. É o resultado de quem já trabalhou quando foi preciso e resistiu. O tempo deixa de ser prioridade e se transforma em aliado. A terceira idade transformou a pressa em escolhas, não há mais necessidade de provar nada.

Apenas valorizar as escolhas com dignidade. É a razão da conclusão existencial sem pressa, E essa perseverança, ao longo dos anos, é uma das maiores realizações de quem valoriza a vida. A maior conquista da vida é aprender a caminhar com consciência!

Reflexões

Depois de uma vida cumprindo horários, respondendo a exigências e assumindo obrigações, chega o momento de caminhar com mais consciência e resiliência. O passo mais lento não representa fraqueza, mas escolha. É o reflexo de quem trabalhou quando foi preciso, resistiu às adversidades e perseverou.

O tempo deixa de ser prioridade e transforma-se em aliado. A terceira idade converte a pressa em discernimento. Já não há necessidade de provar nada, apenas de valorizar as próprias escolhas com dignidade e serenidade. Trata-se de uma conclusão existencial sem urgência, em que a vida se revela com mais clareza.

Essa perseverança, construída ao longo dos anos, torna-se uma das maiores realizações de quem aprendeu a valorizar a vida em sua plenitude. A maturidade ensina que não é o tempo que importa, mas o sentido! Autor: Viana Visão    


sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Família lugar de perdão!

     Viana Visão

Não existe família perfeita. Não temos pais perfeitos, não somos perfeitos, não nos casamos com uma pessoa perfeita nem temos filhos perfeitos. Temos queixas uns dos outros. Decepcionamos uns aos outros. Por isso, não há casamento saudável nem família saudável sem o exercício do perdão. O perdão é vital para nossa saúde emocional e sobrevivência espiritual. Sem perdão a família torna-se uma arena de conflitos e um reduto de mágoas!

Reflexões

Sem perdão a família adoece. O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente e a alforria do coração. Quem não perdoa não tem paz na alma nem comunhão com Deus. A mágoa é um veneno que intoxica e mata. Guardar mágoa no coração é um gesto autodestrutivo. É autofagia. Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente.

É por isso que a família precisa ser lugar de vida e não de morte; território de cura e não de adoecimento; palco de perdão e não de culpa. O perdão traz alegria onde a mágoa produziu tristeza; cura, onde a mágoa causou doença! Autor: Jorge Mario Bergoglio

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Conhecido e Amigo!

    Viana Visão

Envelhecer é uma realidade, é preciso coragem para assumir o desafio com altivez e admitir que a juventude é passado. Na nova etapa a pressa não significa urgência, a insegurança e a obsessão são dispensáveis. Começamos a caminhar mais devagar, com passos mais firmes. Aprendemos a fazer escolhas sem medo, e a valorizar quem realmente merece. Chegou o momento de classificar entre conhecido e quem se diz amigo.

É uma atitude silenciosa: é deixar ir o que engana, e aceitar a realidade, vamos descobrir que a verdadeira amizade nunca falha. As lembranças que carregamos, na memória vão se transformar em uma realidade sincera e positiva. Na nova etapa não a espaço para falsas surpresas, temos que valorizar a última etapa com experiência e dignidade!

Reflexões

A vida não espera. O tempo não para; os dias passam, os planos mudam e algumas pessoas ficam apenas na memória. O tempo ensina: aquilo que ontem era brincadeira, hoje é responsabilidade; aquilo que era leve torna-se aprendizado. Evoluir é necessário, mas também cansa.

Carregamos saudades, palavras que não dissemos e lembranças que ferem e aquecem ao mesmo tempo. Corremos tanto para chegar onde estamos que, às vezes, esquecemo-nos do agora. É no olhar sincero, no gesto simples, no abraço que sustenta quando tudo parece difícil.

É no presente que mora o que realmente importa. Por isso, não se perca tentando ter tudo. Priorize o necessário, a vida não é medida pelo que conquistamos. Mas pelos momentos que vivemos de lucidez valorizando a dignidade! Autor: Viana Visão

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

O Medo que não tem Nome!

    Viana Visão                                

                                         

Eu não tenho medo da morte, tenho medo de ser improdutivo. É estranho admitir isso em voz alta como se confessasse a uma sombra que me acompanha desde cedo. A morte, silenciosa e inevitável, não me assusta. Ela é apenas uma fronteira distante, uma porta que um dia se abrirá por si mesma. Mas a improdutividade, essa sim me espreita. Essa se senta ao meu lado como um velho conhecido e sussurra que o tempo passa que a vida se vai e que nada, absolutamente nada, garante que deixarei alguma marca. Vivo isso, numa espécie de vigilância íntima.

Cada dia amanhece como uma folha em branco que exige ser preenchida com algo maior do que eu, um gesto, uma frase, um avanço, ainda que pequeno na longa construção de mim mesmo. Não é ambição; é sobrevivência, a improdutividade machuca mais do que o fracasso, porque ela não deixa rastros, não deixa história, não deixa memória. É como morrer aos poucos enquanto o mundo continua respirando ao redor.

Tenho medo de viver encostado à vida, como um espectador que chegou cedo demais ao teatro, observando a poeira dançar no espaço onde o espetáculo ainda não começou. Há quem tema o fim, talvez eu tenha herdado essa inquietação do tempo, esse impulso de significar. Há algo dentro de mim que se contorce, como se a inutilidade fosse uma forma lenta de morte!

Reflexões

Ser produtivo, no meu íntimo, não é sobre números, metas ou tempo, é sobre presença. Sobre deixar que minha consciência toque as outras, mesmo que de forma breve. O debate não é sobre morrer, mas sobre o valor da vida. Sobre o direito de existir com sentido, com escolha, com autonomia. Não temo a morte; temo a possibilidade de ser prisioneiro de um corpo ou de um destino que já não me permite criar, transformar, significar.

A dignidade, para mim, sempre morou na liberdade de construir o próprio caminho. E enquanto escrevo estas linhas, percebo que a produtividade que busco não está no acúmulo, mas na profundidade. Em estar desperto para as coisas pequenas o toque da luz na manhã, o som do mundo respirando, o impacto silencioso de uma palavra certa dita na hora certa.

Eu não temo a morte. Temia passar pela vida como se não tivesse vivido. E é essa consciência essa chama que me empurra diariamente para frente, mesmo quando tudo parece cinza. A morte é certa, mas a vida, essa eu ainda escrevo, uma página por dia! Autor: Viana Visão

 









sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

O Poder do Cativeiro Invisível!

   Viana Visão 

                             

Há alianças que moldam sociedades inteiras sem que percebemos a extensão de sua influência. Entre elas, poucas são tão antigas e eficazes quanto o elo entre religião e política. A religião, aliada a politica, é uma união perfeita para escravizar ignorantes. Quando unidas, tornam-se uma força capaz de conduzir multidões, estabelecer verdades absolutas e construir estruturas de poder que se estendem por gerações.

E, ao contrário do que muitos imaginam, essa união raramente se apresenta como tirania; quase sempre veste o manto da proteção, da ordem e do propósito. A fé, por sua natureza, toca aquilo que há de mais íntimo no ser humano o desejo de respostas, de sentido, de pertencimento. Já a política, por sua natureza, organiza o espaço onde existimos define regras distribui poder, administra destinos. 

Quando esses dois domínios se encontram, a linha que separa orientação de dominação se torna sutil. O que deveria libertar acaba, muitas vezes, aprisionando. O perigo não está na espiritualidade nem na participação social da cidadania, mas na transformação de ambos em instrumentos de obediência cega, e a mente se torna prisioneira!

Reflexões

Quando dogmas sagrados se misturam a interesses terrenos, cria-se um cativeiro invisível: pessoas deixam de pensar, duvidar, questionar e passam apenas a repetir. E, assim, tornam-se massa de manobra perfeita para líderes que, sob o pretexto de proteger valores ou honrar tradições, apenas perpetuam seu próprio poder. Ignorância, nesse contexto, não é ausência de escolaridade, mas ausência de consciência.

É a disposição de aceitar respostas prontas, de enxergar o mundo pelos olhos de quem se autoproclama ungido. É acreditar que liberdade existe mesmo quando as escolhas foram previamente moldadas. Mas toda reflexão verdadeira convida à esperança. Porque a mesma capacidade humana de crer e obedecer são também a capacidade de despertar, além das correntes imagináveis.

De perceber que fé não precisa servir a partidos, e que política não deve se sustentar de altares. Que nenhuma instituição merece o poder de determinar o pensamento alheio. E que o ato mais revolucionário, em qualquer época, é a lucidez. Quem busca compreender, já está um passo além da alienação. E quem questiona, mesmo em silêncio, já começou sua própria libertação. Quando a mente desperta, nenhum altar e nenhum trono conseguem mantê-la alienada. No despertar da consciência, a mente se liberta! Autor: Viana Visão